terça-feira, 19 de março de 2013

SECRETÁRIA DE JUSTIÇA DO PARANÁ AFIRMA QUE NÃO HAVERÁ INSTALAÇÃO DE PRESÍDIO EM CAMPO MAGRO



  
Ao contrário dos rumores dos últimos dias a Secretária  Maria Tereza Uille Gomes afirmou que não há pretensão de instalar um presídio na região de Campo Magro. Ontem, durante à tarde, um grupo de empresários e representantes de moradores de Campo Magro e de Santa Felicidade, junto com a presidente da Associação do Comércio e Indústria de Santa Felicidade Ana Lucia Leite Moro (ACISF)  e o  presidente da Comissão de Apoio e Desenvolvimento da Região de Santa Felicidade (CARSF), Osvaldir Benato, estiveram reunidos com a Secretária para saber dos encaminhamentos do destino da Fazenda da Fundação de Ação Social - FAS que tem 40 hectares.
 
Hoje à noite, ás 19h30, na igreja matriz de Campo Magro, haverá uma audiência pública na cidade para tratar do assunto. O grupo definiu por um novo encontro para retomar a conversa com a Secretaria, após a realização da audiência que irá ouvir os moradores e comerciantes da região.  
Várias alternativas sobre a destinação do espaço pelo  poder público foram levantadas, entre elas a indicação do espaço para a capacitação técnica de jovens para cursos agrícolas, situações que serão analisadas em conjunto. Outro ponto que a Secretaria já tinha afirmado foi à destinação do espaço para a criação de uma usina de tratamento de resíduos sólidos no local, a princípio para detentas mulheres em regime semiaberto trabalharem, Cooperativas Sociais, um centro de integração da Mulher. E também um centro de capacitação..  
 
Para a presidente da ACISF, Ana Lucia Moro é importante destacar que toda  comissão de empresários que estiveram presentes no encontro, sinalizaram contra a qualquer tipo de empreendimento congênere na área de reeducação e ressocialização de qualquer tipo de apenado que seja e, ainda, com a população externa, fora dos padrões comunitários da cidade. “Pois, pode ser a porta de entrada para um presídio feminino no futuro, destaca  a presidente”.
 
Um dos principais pontos que o grupo destacou foi que o munícipio tem um potencial turístico forte devido a proximidade com Santa Felicidade, o que poderá ocasionar um prejuízo se acaso houvesse mesmo a implantação de um presídio no local.
 
 
Outro item foi o levantamento da importância da realização da audiência pública desde a forma de doação, pois a população de Curitiba, conforme determina o Estatuto das Cidades – a Lei 10.257 de 10 de julho de 2001 – não foi consultada para essa destinação do espaço, afirma Ana “‘Especificamente no artigo 43 e seus incisos e o artigo 45. Além de outras cominações oriundas de outras leis que regem esta matéria. Será preciso que o Ministério Público Estadual organize uma audiência, dentro dos parâmetros legais chamando todos os segmentos para a mesa de negociações”, diz.
 
Ela complementa ainda, dizendo que é muito mais prático que se estabeleça uma parceria entre Estado e Município de Campo Magro para dar à cidade a oportunidade de ter seu Centro Cívico, com estabelecimentos de ensino com cursos técnicos e até uma escola agrícola para proporcionar à cidade a criação de mão de obra para o desenvolvimento local, sem importar elementos desnecessários ao progresso da região.
 
 
O presidente da CARSF, Osvaldir Benato, enfatizou que há um receio de que
à partir desta intenção o governo estadual, por meio da SEJU, esteja pensando em fazer do município Campo magro inicialmente um centro de integração da mulher a porta de entrada para a futura colônia penal. “Começaria como centro de integração e mais, certamente, a intenção é colocar apenados condenados pela justiça, pessoas com desvio de conduta realmente criar um local de uma instituição de “semi-aberto”, destaca.
 
Segundo Benato, o receio é que a noite as pessoas sejam mesmo recolhidas, e durante o dia ficariam soltos. “São pessoas que vão ficar perambulando por Santa Felicidade. E isso não interessa a população local, por que é um bairro, preservado pelo meio ambiente , pela prefeitura e pelo urbanismo para ser um santuário de Curitiba. Ele tem uma vegetação intensa, tem os mananciais de agua que abastece Curitiba esta zona norte é tida pelos urbanistas como um local de nível de vida elevado. Não é local para se instalar nisso. Que instale em outros espaços”, diz. 


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